terça-feira, 27 de novembro de 2012

Liberdade


O poema é
A liberdade

Um poema não se programa                                                                                
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha

Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos






 Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

Redes Sociais

          As redes sociais têm um lado bom e um mau porque podemos falar com amigos, saber os gostos dos amigos. O lado mau é haver pessoas más que podem querer conversas só para mais tarde se encontrarem connosco.         
          Eu acho que é bom saber os gostos dos amigos porque serve para nos conhecermos uns aos outros.
          Não acho bem a troca de informação, como por exemplo, ganhar um carro, etc. Isso poderia ser tudo um esquema e também acho mal as conversas anónimas que podem levar a coisas sérios.
          Por isso as redes sociais são boas, mas também temos de ter cuidado com a partilha de informação. Por isso as redes sociais são boas desde que te tenhamos cuidado.





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pedra filosofal alterada

Eles não sonham que o saber
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra azul
em que me deito e durmo,
como este ribeiro agitado
em sonhos mexidos,
como estes pinheiros altos                                              
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sonham que o bêbado
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e molhados,
de nariz pontiagudo,
que nada é para sempre
num perpétuo movimento.

Eles não sonham que o teto
é tela, é cor, é guarda-chuva
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, musical,
máscara grega, magia,
que é retorta de de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passos de coelho,
Colombina e Arlequim,
gata voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
máquina do átomo, radar,
fios, televisão,
desembarque em foguetão
na terra lunar.

Eles não sonham, nem o pensão
que o espírito comanda a vida.
Que sempre que um homem pensa
o mundo pula cai
como bola colorida
entre mãos de uma mulher.

domingo, 18 de novembro de 2012

Excerto do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde


Todas as noites ia para o mar o moço pescador, e lançava a rede à água.
Quando soprava o terral, não apanhava nada, ou muito pouco, pois era um vento áspero, de asas negras, a cujo encontro se erguiam revoltas ondas. Mas se a brisa vinha na direção da costa, o peixe subia das profundezas, encaminhava-se para a rede, e ele levava-o depois ao mercado, onde o vendia muito bem.Todas as noites ia para o mar, e numa delas a rede ficou tão pesada que ele a custou a içou para bordo.  Rindo disse para consigo:
- Não há dúvida que apanhei todos os peixes que havia, ou então foi algum monstro que há de maravilhar as gentes, ou qualquer ser horrível que a nossa rainha desejara ver com certeza.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Resumo detalhado do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde

Acção


Era uma vez um pescador apaixonado por uma sereia. A única forma de poderem ficar juntos era ficarem sem a alma porque os seres do mar não têm alma.
Então resolveu procurar um padre. Pediu-lhe o impensável, o padre disse-lhe que isso é um puro sacrilégio
porque sem a alma não somos nada. De seguida vai a um comerciante que lhe responde que não sabia como satisfazer o desejo dele. Disse-lhe que a alma para ele não lhe serve de nada porque o dinheiro e a riqueza eram mais importantes. Depois de ter tentado com outras pessoas ninguém o conseguia ajudar.
Sem solução mais alguma o pescador decide ir a uma bruxa que depois fez-lhe um ritual que lhe tira a alma.
Feliz o pescador parte para o mar para viver com a sua sereia deixando a alma em terra, vagueando pelo mundo. Aconteceu que a alma necessitava de um corpo. E assim uma vez por ano a alma vai falar com o pescador tentando trazê-lo de volta para se juntarem de novo.


Personagens

Pescador - era uma pessoa nova, era o apaixonado de uma sereia.
Sereia - era muito bonita e tinha os cabelos doirados, era a sereia de quem o pescador gostava.
Padre - a Quem o pescador tentou vender a alma.
Bruxa - era uma pessoa velha e arrogante, a solução que o pescador encontrou para poder ficar sem a alma .
Alma - ia falar com o pescador uma vez por ano para tentar convencê-lo a voltar a para a alma.

Espaço

Mar- Local onde o pescador conheceu a sereia e para onde foi viver com a sereia.

igreja- Local onde o pescador vai pedir a um padre para que lhe tirasse a alma.

Mercado- Local onde o pescador tentou vender a alma.

Gruta- Local onde o pescador foi falar com a bruxa para que lhe tirasse a alma.

Tempo

Deste que ele vai pescar até que o Pescador vai  à bruxa para tirar a alma. O Pescador demora um dia praticamente desde a noite passada até ao pôr do sol do dia seguinte. Foi quando ele perdeu a alma e foi viver para o Mar.







                                                                                                                             

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Biografia de Alexandre Herculano

Poeta, romancista, historiador e ensaísta português, nasceu em 1810, em Lisboa, e morreu em 1877, em Santarém. Foi um dos introdutores de romantismo em Portugal. Foi nomeado vice-presidente da Academia  Real das Ciências e incumbido pelos seus consórcios da recolha dos documentos históricos anteriores ao século XV- tarefa que viria a traduzir-se na publicação dos Portugaliae Monumenta Historica.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Resumo do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde

Resumo:

Era uma vez um pescador apaixonado por uma sereia. A única forma de poderem ficar juntos era ficarem sem a alma porque os seres do mar não têm alma.
Então resolveu procurar um padre. Pediu-lhe o impensável, o padre disse-lhe que isso é um puro sacrilégio
porque sem a alma não somos nada. De seguida vai a um comerciante que lhe responde que não sabia como satisfazer o desejo dele. Disse-lhe que a alma para ele não lhe serve de nada porque o dinheiro e a riqueza eram mais importantes. Depois de ter tentado com outras pessoas ninguém o conseguia ajudar.
Sem solução mais alguma o pescador decide ir a uma bruxa que depois fez-lhe um ritual que lhe tira a alma.
Feliz o pescador parte para o mar para viver com a sua sereia deixando a alma em terra, vagueando pelo mundo. Aconteceu que a alma necessitava de um corpo. E assim uma vez por ano a alma vai falar com o pescador tentando trazê-lo de volta para se juntarem de novo.



                                                                                                                                  Livro de Óscar Wilde