domingo, 18 de novembro de 2012

Excerto do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde


Todas as noites ia para o mar o moço pescador, e lançava a rede à água.
Quando soprava o terral, não apanhava nada, ou muito pouco, pois era um vento áspero, de asas negras, a cujo encontro se erguiam revoltas ondas. Mas se a brisa vinha na direção da costa, o peixe subia das profundezas, encaminhava-se para a rede, e ele levava-o depois ao mercado, onde o vendia muito bem.Todas as noites ia para o mar, e numa delas a rede ficou tão pesada que ele a custou a içou para bordo.  Rindo disse para consigo:
- Não há dúvida que apanhei todos os peixes que havia, ou então foi algum monstro que há de maravilhar as gentes, ou qualquer ser horrível que a nossa rainha desejara ver com certeza.

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