Hoje de manhã, as calças fugiram de mim Toda a roupa ganhou
vida. Eu pensando que só com um tapete preto enrolado na cintura e sem roupa
como iria a reunião de imprensa. Eu, todo chateado, lá andava no jardim atrás das
minhas roupas. Eu cá para mim pensei que se desse um choque eléctrico nelas elas iriam parar de vez. Bem dito e bem feito, mas apanhei os meus boxers e dei-lhes um
choque e assim eles pararam. Finalmente já não andava com o tapete à cintura e
fiz assim em todas as minhas peças de roupa. Nem querem saber que o que mais me
custou a apanhar foram os meus ténis. Enfim lá consegui apanhar os ténis e
lá foi eu para a reunião. Quando lá cheguei a reunião foi adiada que azar.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
O dia em que a minha casa mirrou
Ia a entrar em casa, quase que não coube na porta. Tudo nela
mirrou a casa tinha ficado mais pequena por magia. Eu não sabia como havia de
passar na porta mas com um pequeno esforço lá entrei. Tudo estava mais pequeno
do que o normal o meu sofá passou a ser uma cadeira. As cadeiras nem davam para
eu me sentar porque ficaram tão pequenas que aquilo não dava para ninguém.
Estava com fome e tentei ir comer, mas a comida mirrou de tal maneira que não
dava para comer. E nem quero falar dos talheres. Então dissidi ir para a cama
mas a cama ficou tão pequena que tive de dormir no chão. Mas enfim na manhã
seguinte já estava tudo bem mas aquilo era muito estranho.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Liberdade
O poema é
A liberdade
Um poema não se programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
A liberdade
Um poema não se programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
Redes Sociais
As redes sociais têm um lado bom e um mau porque podemos falar com
amigos, saber os gostos dos amigos. O lado mau é haver pessoas más que podem
querer conversas só para mais tarde se encontrarem connosco.
Eu acho que é bom
saber os gostos dos amigos porque serve para nos conhecermos uns aos outros.
Não acho bem a troca de informação, como por exemplo,
ganhar um carro, etc. Isso poderia ser tudo um esquema e também acho mal as conversas
anónimas que podem levar a coisas sérios.
Por isso as redes sociais são boas, mas também
temos de ter cuidado com a partilha de informação. Por isso as redes
sociais são boas desde que te tenhamos cuidado.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Pedra filosofal alterada
Eles não sonham que o saber
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra azul
em que me deito e durmo,
como este ribeiro agitado
em sonhos mexidos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sonham que o bêbado
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e molhados,
de nariz pontiagudo,
que nada é para sempre
num perpétuo movimento.
Eles não sonham que o teto
é tela, é cor, é guarda-chuva
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, musical,
máscara grega, magia,
que é retorta de de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passos de coelho,
Colombina e Arlequim,
gata voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
máquina do átomo, radar,
fios, televisão,
desembarque em foguetão
na terra lunar.
Eles não sonham, nem o pensão
que o espírito comanda a vida.
Que sempre que um homem pensa
o mundo pula cai
como bola colorida
entre mãos de uma mulher.
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra azul
em que me deito e durmo,
como este ribeiro agitado
em sonhos mexidos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sonham que o bêbado
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e molhados,
de nariz pontiagudo,
que nada é para sempre
num perpétuo movimento.
Eles não sonham que o teto
é tela, é cor, é guarda-chuva
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,contraponto, musical,
máscara grega, magia,
que é retorta de de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa dos ventos, infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passos de coelho,
Colombina e Arlequim,
gata voadora,
para-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
máquina do átomo, radar,
fios, televisão,
desembarque em foguetão
na terra lunar.
Eles não sonham, nem o pensão
que o espírito comanda a vida.
Que sempre que um homem pensa
o mundo pula cai
como bola colorida
entre mãos de uma mulher.
domingo, 18 de novembro de 2012
Excerto do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde
Todas as noites ia para o mar o moço pescador, e lançava a
rede à água.
Quando soprava o terral, não apanhava
nada, ou muito pouco, pois era um vento áspero, de asas negras, a cujo encontro
se erguiam revoltas ondas. Mas se a brisa vinha na direção da costa, o peixe
subia das profundezas, encaminhava-se para a rede, e ele levava-o depois ao
mercado, onde o vendia muito bem.Todas as noites ia para o mar, e
numa delas a rede ficou tão pesada que ele a custou a içou para bordo. Rindo disse para consigo:
- Não há dúvida que apanhei todos
os peixes que havia, ou então foi algum monstro que há de maravilhar as gentes,
ou qualquer ser horrível que a nossa rainha desejara ver com certeza.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Resumo detalhado do livro "O pescador e a alma e outros contos", de Óscar Wilde
Acção
Personagens
Pescador - era uma pessoa nova, era o apaixonado de uma sereia.
Sereia - era muito bonita e tinha os cabelos doirados, era a sereia de quem o pescador gostava.
Padre - a Quem o pescador tentou vender a alma.
Bruxa - era uma pessoa velha e arrogante, a solução que o pescador encontrou para poder ficar sem a alma .
Alma - ia falar com o pescador uma vez por ano para tentar convencê-lo a voltar a para a alma.
Espaço
Mar- Local onde o pescador conheceu a sereia e para onde foi viver com a sereia.
igreja- Local onde o pescador vai pedir a um padre para que lhe tirasse a alma.
Mercado- Local onde o pescador tentou vender a alma.
Gruta- Local onde o pescador foi falar com a bruxa para que lhe tirasse a alma.
Tempo
Deste que ele vai pescar até que o Pescador vai à bruxa para tirar a alma. O Pescador demora um dia praticamente desde a noite passada até ao pôr do sol do dia seguinte. Foi quando ele perdeu a alma e foi viver para o Mar.
Era uma vez um pescador apaixonado por uma sereia.
A única forma de poderem ficar juntos era ficarem sem a alma porque
os seres do mar não têm alma.
Então resolveu procurar um padre. Pediu-lhe
o impensável, o padre disse-lhe que isso é um puro sacrilégio
porque sem a alma não somos nada. De seguida vai a um
comerciante que lhe responde que não sabia como satisfazer o desejo
dele. Disse-lhe que a alma para ele não lhe serve de nada porque
o dinheiro e a riqueza eram mais importantes. Depois
de ter tentado com outras
pessoas ninguém o conseguia ajudar.
Sem solução mais alguma o pescador decide ir a
uma bruxa que depois fez-lhe um ritual que lhe tira a alma.
Feliz o pescador parte para o mar para viver com a sua sereia
deixando a alma em terra, vagueando pelo mundo. Aconteceu que a
alma necessitava de um corpo. E assim uma vez por ano a alma vai
falar com o pescador tentando trazê-lo de volta para se juntarem de
novo.
Personagens
Pescador - era uma pessoa nova, era o apaixonado de uma sereia.
Sereia - era muito bonita e tinha os cabelos doirados, era a sereia de quem o pescador gostava.
Padre - a Quem o pescador tentou vender a alma.
Bruxa - era uma pessoa velha e arrogante, a solução que o pescador encontrou para poder ficar sem a alma .
Alma - ia falar com o pescador uma vez por ano para tentar convencê-lo a voltar a para a alma.
Espaço
Mar- Local onde o pescador conheceu a sereia e para onde foi viver com a sereia.
igreja- Local onde o pescador vai pedir a um padre para que lhe tirasse a alma.
Mercado- Local onde o pescador tentou vender a alma.
Gruta- Local onde o pescador foi falar com a bruxa para que lhe tirasse a alma.
Tempo
Deste que ele vai pescar até que o Pescador vai à bruxa para tirar a alma. O Pescador demora um dia praticamente desde a noite passada até ao pôr do sol do dia seguinte. Foi quando ele perdeu a alma e foi viver para o Mar.
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